terça-feira, 4 de março de 2014

CUSCUZ BEJA (BORZGUENE) (Tunísia)

CUSCUZ BEJA (BORZGUENE) (Tunísia)

Ingredientes (4 pessoas):

1,5 kg de cordeiro, 1 kg de cuscuz RANDA, datas 500g, 500g multas descascadas 500g nozes descascadas, manteiga 300g, pinhões 100g, 1 litro de leite, 2 colheres de chá de açúcar, ½ colher de sopa de pimenta, ½ colher de sopa de açafrão e sal.

Preparação:

Ferva o leite e reserve, umedeça o cuscuz com um copo de água e colocá-lo no coador vapor. Corte a carne em pedaços de tamanho médio, polvilhe com pimenta, açafrão, sal e cozinhe em fogo médio no fundo do panela a vapor com 250 gr de manteiga por alguns minutos. Adicione o açúcar, o leite e deixe ferver, em seguida, colocar o filtro na parte inferior do panela a vapor e fazer cuscuz com leite fervido duas vezes. Ao mesmo tempo para cozinhar as amêndoas no forno durante alguns minutos, e moer. Separe algumas nozes para enfeitar e moer o restante e misture com as amêndoas moídas e pinhão.  as tamaras,  com manteiga e corte o restante em cubos pequenos. Apresentação: Espalhe metade do cuscuz em uma tigela, coloque frutas secas metade, finalmente, espalhe o restante do cuscuz e decore com a outra metade de nozes. Coloque os pedaços de carne, recheado tamaras  e nozes. Sirva quente com requeijão.
 Chaque année la ville du Kef se prépare à célébrer à la mi-mai la fête du borzgane (ou fête de Mayou) qui remet au goût du jour le traditionnel couscous keffois.

C'est aussi une occasion pour la population de faire ses adieux au printemps et d'accueillir la saison des moissons.
Todos os anos, a cidade de El Kef se prepara para celebrar em borzgane meados de maio Day (ou bebê Mayou) que traz o dia cuscuz tradicional keffois.

Esta é também uma oportunidade para o público para se despedir de primavera e acolher a época de colheita.

entrevista do irmão O Slim Fsili é diretor de um operadora de turismo, com sede na capital paulista, chamada Gold Experiences Tour, que tem foco em três países: Tunísia, Malta e Marrocos.



Fsili em frente ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (foto arquivo pessoal)
Fsili em frente ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (foto arquivo pessoal)

Conheci o Slim Fsili em um evento sobre o turismo na Tunísia, anos atrás, aqui em São Paulo, no hotel Intercontinental. Estava a trabalho  . Depois o vi – e ainda o vejo – algumas vezes em outros eventos e também em feiras do turismo. Ele é tunisiano, mas nasceu em Paris, na França. Seus pais, sim, nasceram na Tunísia.
O Slim Fsili é diretor de um operadora de turismo, com sede na capital paulista, chamada Gold Experiences Tour, que tem foco em três países: Tunísia, Malta e Marrocos. No última dia 6 completou sete anos de vivência no Brasil.
“Ah, com certeza vai render uma boa entrevista para o blog”, pensei, antes de saber se ele topava concedê-la. Pessoa muito simpática, ele aceitou na hora e o resultado você lê agora.
Blog – Slim, você nasceu na França, em qual cidade e em qual ano? Seus pais e avós têm qual origem?
Slim Fsili – Nasci em 1973 na Cidade de Luz: Paris. Meus pais são da Tunísia.
Fsili posa junto ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (foto arquivo pessoal)
Fsili posa junto ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (foto arquivo pessoal)
Blog – Você comemorou sete anos no Brasil em 2013? Por que você veio para o Brasil?
Fsili – Era um sonho de morar no Brasil. Gosto da praia, de vôlei de praia, da música, da cultura brasileira, da alegria do povo e da beleza das brasileiras… Além disso, é um País cheio de oportunidades. Mas antes de ir pra Brasil, eu tinha outra ideia totalmente diferente. Tinha medo, pois a imagem do Brasil lá fora é a de um País perigoso. Um dia tive a oportunidade de encontrar Paulo Coelho na Tunísia, e ele me convenceu que não é tão perigoso como eu imaginava e que tenho de ir atrás dos sonhos.
Blog – Você sempre trabalhou com turismo? Por que está nesse setor?
Fsili – Eu morava em Paris, uma das cidades que recebe mais turistas no mundo. Depois mudei para a ilha de Djerba, na Tunísia, uma ilha que recebe 2 milhões de turistas por ano. Então sempre estava ligado com cidade turística e desde de criança trabalhava durante as férias escolares – três meses durante o verão – em hotéis, barcos turísticos. Fui criado com turismo. Depois estudei marketing e trabalhei durante quatro anos em diferentes setores e resolvei voltar para o turismo, que gosto. Além disso, gosto de viajar. Então aproveito: trabalhar e viajar no mesmo tempo.
Blog – Você gosta de falafel e shawarma? Por quê?
Fsili – Gosto muito de falafel e shawarma, pois me lembram a comida da mamãe e da Tunísia…
Localização da Tunísia e da capital, Túnis, com a bandeira do país (© Google Maps)
Localização da Tunísia e da capital, Túnis, com a bandeira do país (© Google Maps)
Blog – Quais são as suas dicas para comer falafel aqui em São Paulo?
Fsili – Aconselho o Arabesco. Ali tudo é gostoso e bem temperado. E o Rei do Falafel, que fica no Brás. Simples e bom, além disso fica entre as lojas. Parece que você está no Oriente Médio.
Blog – Quais são as suas dicas para comer kebab ou shawarma aqui na capital paulista?
Fsili – Aconselho o Pita Bar. É um ambiente super bacana, com vários tipos de Kebab.
Fsili junto a um painel na cidade de Kairuán, na Tunísia (foto arquivo pessoal)
Fsili junto a um painel na cidade de Kairuán, na Tunísia (foto arquivo pessoal)
Blog – Você viaja bastante tanto no Brasil quanto no Exterior. Você prova, quando há oportunidade, kebab ou falafel nessas viagens? Por quê?
Fsili – Quando viajo no Brasil tento sempre experimentar algumas coisas locais, mas quando viajo para um país árabe sempre eu tento de comer um kebab, pois lá é original…
Blog – Você é um grande especialista em Tunísia. Dê algumas dicas de boas casas de falafel e shawarma em Túnis e outras cidades daquele país.
Fsili – Em Túnis seria muito difícil dar dicas, pois você vai encontrar shawarma em cada esquina e a maioria são muito bons. Aconselho experimentar o restaurante Turki, que fica na Galeria Coliseu no bairro El Manar.
Blog – Você é um grande especialista também em Malta e Marrocos. Dê algumas dicas de boas casas de falafel e shawarma nesses dois países.
Fsili – Em Casablanca, sem dúvida: Aladdin Shawarma. Em Malta não há muitas casas de falafel e shawarma.
Mesa no restaurante Aladdin Shawarma, em Casablanca, no Marrocos (foto Mohammed A.,, em 23/12/2013)
Mesa no restaurante Aladdin Shawarma, em Casablanca, no Marrocos (foto Mohammed A.,, em 23/12/2013)
Mapa com a localização do Marrocos e de Casablanca ((© Google Maps)
Mapa com a localização do Marrocos e de Casablanca ((© Google Maps)
Blog –Falafel e shawarma na Tunísia, no Marrocos e em Malta: há alguma característica que difere esses dois sanduíches de outros servidos em outros países? O que seria?
Fsili – A única coisa diferente são os temperos. Na Tunísia é a harissa, que é bem apimentada.
Harissa:  mistura de temperos típica da região do Magreb, no norte da África (foto © Wikipedia)
Harissa: mistura de temperos típica da região do Magreb, no norte da África (foto © Wikipedia)
Blog – Falafel e kebab: no prato ou no pão (pita ou folha)? Por quê?
Fsili – Falafel no prato e kebab no pão (folha). Acho que é costume.
Fsili nas ruínas de Dougga, na Tunísia: Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1997 (foto arquivo pessoal)
Fsili nas ruínas de Dougga, na Tunísia: Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1997 (foto arquivo pessoal)
Blog – Gosta de batatas fritas dentro de um falafel ou kebab? Por quê?
Fsili – Gosto de batata frita fora do kebab.
Blog – Qual é a bebida que você gosta para acompanhar um kebab ou um falafel?
Fsili – Um refrigerante ou suco de laranja. Mas depois para a digestão tem de ter um chá de hortelã.
Blog – Qual é a sobremesa que você escolhe para comer após saborear um kebab ou um falafel?
Fsili – Sorbet de limão.
Fsili no deserto em Zaafrane, na Tunísia (foto arquivo pessoal)Fsili no deserto em Zaafrane, na Tunísia (foto arquivo pessoal)

domingo, 2 de março de 2014

Esqueça as praias e aventure-se pelos desertos da Tunísia

ANA LUCIA BUSCH

Para italianos, franceses e alemães, a Tunísia pode ser considerada "carne de vaca". Faz parte dos roteiros obrigatórios de agências de viagens, que lotam o litoral do país com ônibus de turismo, e os mercados, de compradores em potencial. Mas como balneário, a Tunísia decepciona os brasileiros. Para conhecer o país, é melhor esquecer as praias sem graça e lotadas no verão, os hotéis ditos de luxo, que sempre provocam a sensação de que faltou alguma coisa, e deixar em casa qualquer intenção de mudar o mundo, pelo menos o mundo deles.

Ana Lucia Busch
Mulheres no centro de Khairouan
Mulheres no centro de Khairouan
Para um ocidental, pode ser assustador ouvir, por exemplo, histórias de mulheres que passam a vida enclausuradas dentro de casa --e é justamente aí que começam as primeiras lições para quem chega ao país: perguntar às vezes ofende, questionar pode ser um erro fatal.

Exageros à parte, há sim assuntos difíceis de engolir para os tunisianos, a começar pela própria imagem dos povos muçulmanos no exterior, segundo eles, ligada somente ao terrorismo, sem levar em conta a simpatia que dispensam aos turistas e a calma em que vivem os cidadãos comuns.

Comentários envolvendo os vizinhos Líbia e Argélia ou outros países árabes, referências à guerra do Golfo ou elogios aos EUA devem ser cuidadosos. Não há violência no país, mas uma frase mal colocada pode causar extremo mal-estar. Questões sobre a eficiência do governo do presidente Ben Ali, no poder desde 1987, ficam sempre sem resposta.

Mesmo quando há sinais de desagrado, ninguém ousa falar mal do governante, e fotos dele se espalham por todas as lojas, hotéis, bares e restaurantes, literalmente sem exceção.

Detalhes

Ana Lucia Busch
Homem em Douz, à beira do Saara
Homem em Douz, à beira do Saara
Mas esse estranhamento inicial dura pouco, principalmente para quem se aventura pelo interior, chegando até o Saara. Nos 450 km que ligam a capital Túnis à Douz, na entrada do deserto, paisagens, arquitetura e costumes mudam drasticamente a cada ponto de parada. As deliciosas comidas típicas, com couscous e muita carne de carneiro, também desfilam sabores diversos, como tudo, um pouco movidos pela ânsia de agradar os visitantes, perfeitamente exemplificada pela maneira como os nativos chamam suas cidades.

Cada pequeno fim de mundo vai ser tratado como "a capital da cerâmica", "a capital da tapeçaria", "a capital do vinho" e assim por diante. Para ir se aclimatando, a melhor porta de entrada é mesmo a capital Túnis, simpática, ocidentalizada mas com poucas atrações além do mercado e das mesquitas no interior da medina --a cidade antiga, murada.

Comprar é uma aventura como descrita em qualquer artigo sobre países de tradição árabe e que, às vezes, parece um pouco caricatural, com negociações começando em US$ 100 e terminando em US$ 5. Faz parte! Feitas as primeiras compras, reserve um bom tempo para visitar a coleção de mosaicos romanos, bizantinos e cartagineses, no museu do Bardo.

Está lá a fonte do pouco que se sabe sobre a vida cotidiana da cidade de Cartago, fundada no ano de 800 a.C. pelos fenícios e destruída pelos romanos 146 a.C., ao final das guerras púnicas contra Roma. O mais que restou do local são poucas ruínas no subúrbio de Túnis, abertas à visitação, mas com pouco a acrescentar à própria história. Mais interessante, a cidade de Sidi Bou Said, um pouco à frente na mesma direção, rende uma boa tarde de diversão e dá por encerradas as visitas à costa mediterrânea. A região conhecida como Cap Bon, a nordeste, louvada aos quatro ventos como um pedaço do paraíso, deve ser solenemente ignorada.

Ruínas

Deixando Túnis, passe ao roteiro de ruínas romanas começando pelo aqueduto de Zaghouan, com 60 km de extensão, que, no século 2, abastecia a costa norte do país.

Próximo ao Museu do Bardo, na capital, já é possível ver algumas de suas estruturas, mas elas só vão surgir com todo seu esplendor nas proximidades de Thuburbo Majus, um sítio arqueológico a oeste de Zaghouan. Bem próximo da costa leste, na continuação da viagem, o coliseu de El Djem, concluído em 230 DC, faz parecer pobres as ruínas de Zaghouan.

Menor, mas mais bem conservado que o de Roma, o anfiteatro permite conhecer de perto os bastidores de lutas e competições do antigo império romano. Após um passeio pelas arquibancadas, a visita às catacumbas, antigas prisões nos subterrâneos e jaulas de animais, chega a assustar.

Ana Lucia Busch
Templos de Júpiter, Juno e Minerva, na antiga cidade romana de Sufetula
Templos de Júpiter, Juno e Minerva, na antiga cidade romana de Sufetula

Continuando à sudoeste, chega-se às ruínas da cidade romana de Sufetula, hoje conhecida como Sbeitla. Mosaicos que ainda sobrevivem no chão dos antigos templos, banhos decorados algumas vezes com motivos cristãos, restos de habitações comuns e igrejas bizantinas são apenas paisagem enquanto não se chega ao Fórum, onde templos dedidcados a Jupiter, Juno e Minerva permanecem quase intactos. Da história à religião, todos os caminhos passam por Kairouan, cidade sagrada para os muçulmanos, que só perde em importância para Meca e Medina, na Arábia Saudita. Como chegar às duas últimas é tarefa difícil para não-muçulmanos, a Grande Mesquita de Kairouan talvez seja a única chance de se aproximar dos territórios sagrados por onde, diz a tradição, passou o profeta Maomé. Reerguida diversas vezes até o século 9, a Grande Mesquita parece ter sido construída com o que restou de civilizações que passaram pelo local antes da chegada do Islã.

Ana Lucia Busch
A grande mesquita, onde, diz a tradição, esteve o profeta Maomé
A grande mesquita, onde, diz a tradição, esteve o profeta Maomé

A imensa colunata que circunda o pátio interno não tem sequer uma coluna idêntica à outra, cada uma delas de período e material diferente. Com aspecto quase militar, a construção perde em beleza para a Mesquita do Barbeiro, com decoração refinada em franco contraste com a austeridade da Grande Mesquita.

Calor

Sempre bom lembrar que, como a maioria das cidades do interior, Kairouan é conservadora para os padrões ocidentais e as visitas às mesquitas devem ser cercadas de cuidado redobrado. Roupas discretas, cabelos presos, calças compridas para os homens --e saias longas para as mulheres-- são boa idéia em qualquer época do ano.

Qualquer um que tenha considerado o trajeto até Kairouan espinhoso ou estranho deve parar por aqui: o sul da Tunísia é, a um tempo, inóspito e acolhedor --estradas ruins, hotéis lotados, escassez de restaurantes são uma constante nas regiões mais áridas.

Mesmo assim continue firme, desligue um pouco do Saara e entre em cada canto para conhecer os desertos de montanha e de pedra, às vezes mais secos e impressionantes que os mares de areia. Saem os religiosos e os habitantes comuns das cidades, entra em cena gente acostumada a viver sob a terra, nas chamadas habitações trogloditas, incrustradas em montanhas de pedra, em vilarejos que lembram a paisagem lunar, ou em tendas beduínas, dormindo ao relento.

Roupas coloridas substituem os hábitos brancos ou negros entre as mulheres, dromedários e carros com tração nas quatro rodas --que lotam as estradas-- passam a ser o melhor meio de locomoção --embora seja impossível alugar um carro desse tipo, exclusividade de agências de turismo.

Os dromedários, sim, podem ser encontrados em qualquer lugar a US$ 50 por dia, incluindo dois "cameleiros", uma tenda e comida para uma ou várias noites no deserto. Proxima à fronteira com a Argélia --as autoridades locais recomendam que não se passe dali!-- Chebika e Tamerza são oásis no meio do nada, rodeadas por desertos de sal (lagos de água salgada, secos durante a maior parte do ano).

Basta uma tarde para conhecer as montanhas, percorrer a pé o leito seco dos rios e chegar às plantações de tâmaras e palmeiras, fazendo sombra a pequenos riachos ladeados por pedregulhos. Partindo para o sul, o calor aumenta e chega a ser insuportável mesmo no inverno. De oásis em oásis, chega-se em Tozeur, uma simpática cidade construída em tijolos aparentes, com um vívido mercado, e clima fresco trazido pelos palmeirais, e dali para Nefta, um vilarejo na fronteira entre desertos de sal e areia, de onde se pode empreender viagens de balão ao nascer do sol.

É nessa região que está uma das paisagens mais espetaculares do país, o Chott El Djerid, um imenso lago, quase sempre seco, que divide a Tunísia ao meio. As planícies de puro sal criam miragens no horizonte durante todo o trajeto, que por duas horas percorre uma pequena estrada de terra, cuja única vida são vendedores de tâmara a cada quilômetro.

A leste do Chott El Djerid, começa o Saara. Para não perder nada, hospede-se em Douz, passeie de dromedários, passe uma noite no deserto, contrate um passeio de carro até um antigo forte construído durante a Segunda Guerra Mundial.

Pelo caminho, restos de cidades engolidas pela areia, pequenos oásis de palmeiras, fontes modestas lotadas de gente em busca de água, dezenas de dromedários levando turistas e beduínos.

A partir daí, seguindo em direção à costa, as estradas só pioram, mas cidades se tornam cada vez mais curiosas e fazem valer a pena o sacrifício. A chegada a Matmata é um resumo dessa região do país. Quase não há construções à vista. Mesmo assim, há várias centenas de pessoas morando em habitações subterrâneas, escavadas para fugir do calor das pedras que cobrem a superfície. Não há jeito melhor de entender o porquê disso tudo que se hospedar em um dos dois hotéis enterrados da cidade.

Os quartos são quase claustrofóbicos, mas a temperatura mais fresca à noite compensa. No bar do Touring Club de Tunisie Marhala, George Lucas gravou cenas de "Guerra nas Estrelas".

Mais um episódio, que relata um período anterior ao descrito na primeira trilogia, foi filmado no início do ano em Chenini, uma aldeia construída em pedra como uma espiral ao redor de uma montanha, em cujo topo figura um pequena mesquita branca, contrastando com os tons terra do restante das construções.

Apesar do cenário fantasmagórico, 500 pessoas ainda vivem lá. Nos arredores, dezenas de pequenos vilarejos de pedra tornam o ambiente cada vez menos acolhedor. Os habitantes pouco acostumados a turistas, podem ser até um pouco agressivos. Como a última experiência antes de deixar o país, durma pelo menos uma noite em um das dezenas 'ksar' espalhados pelo sul.

São depósitos construídos por volta do século 13 por beduínos, para armazenas alimentos durante suas peregrinações pelo deserto. Há um hotel instalado em uma dessas construções em Ksar Haddada. Dali parta para conhecer Ksar Ouled Soltane, em melhor estado de conservação. Dali, a volta para Túnis de carro é cansativa, demorada e até mesmo um pouco perigosa.

Sempre resta a opção de pegar um vôo com a Tunis Air, que resume o trajeto em pouco mais de uma hora, mas priva o viajante de rever as paisagens. Oriente não tão longínquo, estranho mas nem tanto, a Tunísia resume o norte da África para quem gosta de história e aventura, mas prefere evitar os países vizinhos, nem tão calmos, nem tão hospitaleiros.

V Festival Sul-Americano da Cultura Árabe (SACA), promovido pela Bibli-ASPA: Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes de 18 a 31 de março, a BibliASPA, o Ministério da Cultura da Tunísia, a Embaixada da Tunísia no Brasil e o Centro Cultural São Paulo promovem em São Paulo:

MÚSICA TUNISIANA EM SÃO PAULO E BRASÍLIA
Como parte do V Festival Sul-Americano da Cultura Árabe (SACA), promovido pela Bibli-ASPA: Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes de 18 a 31 de março, a BibliASPA, o Ministério da Cultura da Tunísia, a Embaixada da Tunísia no Brasil e o Centro Cultural São Paulo promovem em São Paulo:

Dia 22/03/2014 CONVERSA SOBRE A MÚSICA DA TUNÍSIA
Sábado, das 15h às 17h - Sala Jardel Filho - entrada franca
Local: Centro Cultural São Paulo
RUA . Vergueiro, 1000 - Paraíso
São Paulo - SP
(11) 3397-4002

A música tunisiana reúne tradições locais, africanas, árabes e turcas, além de elementos da Andaluzia. Essa atividade abordará na prática todas essas influências e será conduzida por músicos do Centro de Músicas Árabes e Mediterrâneas Ennejma Ezzahra, que vem ao Brasil pela primeira vez, como fruto de uma parceria com a BibliASPA, mostrar essa rica sonoridade utilizando instrumentos tradicionais como a rababe, o alaúde, o tar (espécie de tamborim) e as nagharat (par de timbales).
Haverá tradução durante a conversa.

Dia 23/03/2014 NUBAH SIQAH (Tunísia)
Domingo, às 18h - Sala Adoniran Barbosa - entrada franca -
a bilheteria será aberta duas horas antes do início do show
Local: Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso
São Paulo - SP
(11) 3397-4002


A apresentação conta com músicos tunisianos considerados os melhores instrumentistas regionais: Dr. Makram Lansari (rababe e voz, líder do grupo e maestro), Imed Messaoud (alaúde e voz), Mohammad Abdel-Qadir al-Haj Qacim (percussão e voz), Abdel-Aziz Cherif (contrabaixo) e Mounir Hentati (diretor do Centro de Músicas Árabes e Meditarrâneas)

MÚSICA TUNISIANA EM BRASÍLIA
dia 20/03/2014 NUBAH SIQAH (Tunísia)
Quinta, às 2030h – Museu Nacional - entrada franca -
Local: Museu Nacional, em Brasília
http://www.youtube.com/watch?v=Kn2WlCY6kHE

DESABAFO 5 vantagens e 5 desvantagens) de morar fora... de ser estranGeiro...

....Antes de me mudar pra o brasil a trabalho eu tinha uma série de idéias de como seria esse negócio .
Mesmo as que eu esperava e sabia — por exemplo "dá saudades da família" — eu descobri que doía diferente do que eu pensava. Essa foi a primeira lição que eu aprendi: é tudo como você pensava, mas totalmente diferente do que você pensava.Como eu falo dos dois lados da moeda, é garantido de irritar todo mundo.

Tá, tá, vou tentar explicar. É uma curiosidade que muita gente tem. O problema é que esse assunto é cem por cento garantido de dar pau nos comentários. É batata (amassada com verdura e servida com lingüiça), o povo se altera, o amor acaba, sai batendo a tampa do laptop, os trolls se assanham, é uma lambança.

É fácil entender porque: eu falo de vantagens e desvantagens, coisas legais e dificuldades. E aí vem o leitor que tá sonhando em morar fora, lembrando das férias sensacionais que passou no brasil , estressado no trânsito e com medo de assalto e irritado com vizinho mal educado e político ladrão. E ao ler "olha morar fora tem certas dificuldades", ele sente o sonho ameaçado, fica irado, me xinga de mal acostumada, reclamadora de barriga cheia, etc e tal.

Só que eu também falo das coisas legais; e daí o leitor que tá aqui sofrendo choque cultural, que entende qualquer elogio a outro país como insulto pessoal ao seu senso de patriotismo, lê e fica irado, me xinga de deslumbrada, de colonizada, de paga pau de gringo. Etecetera e tal.

Mas olha só: morar fora é pra mim uma experiência sensacional. Hã, mencionei? Não tenho planos de voltar. Tô contente aqui. Sim, existem perrengues, e existem diversas vantagens, e eu nunca achei que algo precisa ser perfeito pra ser legal.

Tá, vamos lá. Primeiro as...Desvantagens de morar fora
1. Choque cultural dói

E não é pouco. Eu sempre lia sobre ele, mas só quando achatei o nariz nele eu entendi porque se chama "choque" cultural e não "transição suave e super tranqüila" cultural.

É o seguinte: cultura é visão de mundo, e ao mudar de cultura você tem sua visão de mundo desafiada, e se você acha que isso é fácil, bem-vindo à Terra, marciano. Não, cara, seres humanos sofrem quando a visão de mundo é desafiada e são forçados a mudar o jeito de pensar.

E de repente você está lá, lidando e negociando e vivendo e trabalhando e discutindo e criando filho entre pessoas que simplesmente não compartilham sua visão de mundo e, tipo, você é o estranho.

É difícil, e tem hora que sobe o sangue (especialmente quando alguém faz algo que na sua cultura é traduzido por "vamos pro pau agora porque eu simplesmente não te respeito", mas na cultura local quer dizer "todo mundo faz assim e é normal, não faço idéia de porque você tá estressado").

E aí tem toda a alegria de você começar a entender o que é diferença cultural e o que é loucura e piração específica da cabeça daquele indivíduo que tá te tirando do sério.
2. Reconstruir sua vida não é fácil.

Nós abrimos mão do nosso círculo social pra irmos a um país que não falávamos a língua, aprender a fazer tudo do começo porque, tipo, a gente não foi criado aqui e de repente não sabia nem onde comprar um parafuso ou onde arrumar o dente, todo aquele apoio que você tinha das pessoas e da segurança de saber se virar num país sumiu, e você tem de inventar sua vida de novo.

Foi meio apavorante.

Esse é um ítem que eu tenho certeza de que tem alguém correndo pros comentários pra gritar como isso é legal na verdade e que daria tudo pra estar no meu lugar. Eu só digo uma coisa: eu concordava com você. Até passar e descobrir que reconstruir vida é negócio trabalhoso e ter infinitas possibilidades sem ter idéia de por onde começar apavora, sim.

Eu sei que você acha que não. Eu também achava.

3. Os amigos se afastam

Prepare-se pra perder amigos. Não que eles deixem, assim, de ser seus amigos, ou que você irá brigar com eles, mas você irá perdê-los por simples e pura deriva continental, afastando um centímetro por ano, até haver um oceano entre vocês.
4. Distância da família e amigos dói (de um jeito que eu nem imaginava)

Eu achava que era assim, daria uma saudade, saca, de ir na casa da família todo domingo e tal, que seria incômodo, mas parte da vida. Eu estava enganado.

Não no começo, claro. No começo é bem assim. Mas com o passar dos anos, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer algo na sua família que você queria estar lá junto. E não pode.

Tanto coisas boas quanto ruins. Poxa, legal, Skype, coisa do futuro, super Os Jetsons, melhor que carta demorando duas semanas de navio. Certo.

Mas então, todos reunidos no lado de lá, todos falando contentes, aquele brilho no olhar, nós aqui pulando de alegria, querendo dar um abraço e não podendo, quando de repente, eles anunciam:

— Então temos de desligar, porque vamos todos naquele restaurante legal que a gente sempre ia pra comemorar.

E quando rolou o "bluft" de fim de ligação do Skype, fico eu a olhar pra tela fria do computador, quieta.

Demorei 2 anos e meio pra conhecer a minha sobrinha ao vivo.

E nem vou entrar no assunto de quando rola um perrengue forte — doença, falecimento, momentos chaves em que a sua força seria importante e você tá a quilômetros de distância, e Skype nessas horas ajuda picas. Não vou entrar no assunto porque aconteceu comigo e dói até hoje quando eu lembro.
5. Sempre serei estrangeira

Não tem jeito. Tem certas coisas que não se pega, mesmo morando anos e anos e anos e anos no lugar. Eu não fui criado aqui, eu não cantei as musiquinhas que eles cantaram na escola, eu não vi os mesmos desenhos animados com a dublagem engraçadinha daqui, eu falo com sotaque, tem piadas que vou morrer antes de entender, e por mais que eu adquira a cultura do lugar eu nunca serei nativa dela e isso se sobressai.

Além disso, sim, sempre tem aquele lance sutil e subentendido de "que que cê tá fazendo aqui?", mesmo quando é bem intencionado e não-agressivo. Por que você abandonou seu país?

Eu sempre serei "o de fora", o "que fala diferente", a "gringa" por assim dizer. E tem horas que isso cansa.

Por outro lado, se cansa, tem coisas que compensam, e de longe. Nem tudo é perrengue e dificuldade. Tem, sim, muitas...
Vantagens de se morar fora
1. Meu mundo ficou maior

E não só literalmente, com mais lugares diferentes que eu conheci, mas ficou maior dentro da minha mente. O choque cultural me forçou a perceber que minha visão de mundo está longe de ser a A Certa, mas mais ainda, está longe de ser A Única.

E isso é sensacional. De repente um mundo de possibilidades se abriu, e minha visão de realidade ficou muito mais rica, muito mais cheia de nuances que eu nunca teria visto se não tivesse me enfiado num avião com 2 malas de 32 quilos e nenhuma idéia do que me aguardaria dali pra frente.
2. Redescobrir a sua vida é muito legal

Se não fosse a mudança de país, eu nunca teria feito o blogge http://caminhosparadouztunisiablogspot.com Você não estaria lendo isso, pouco provável que eu tivesse um blog como uma empresa, onde eu estou inventando algo novo.

Às vezes precisamos engolir em seco e pularmos no abismo pra sair da inércia que estávamos. E por mais dolorido que seja esse processo, as recompensas podem ser amplas.
3. Minhas amizades ficaram mais diversas

Ok, verdade que me afastei de muitos amigos que ficaram no Marrocos . Por outro lado, conheci gente das mais diversas culturas, aprendi sobre países que eu só sabia o nome (e olhe lá) da melhor forma possível (conversando em meio a nativo de lá). Sim, claro, visitar o país é sempre bom, mas falar com um nativo, te contando, do seu pais e costumes e muito bom

E percebi que gente legal é gente legal em qualquer língua.

ser estrangeira não é fácil. Mas por outro lado, é muito libertador perceber, após seu primeiro expatriamento, que você tem o jogo de cintura necessário pra enfrentar o processo, que há muito o que se ganhar depois que se paga o preço de aprender pela dor e que sobreviveu ao vendaval do mundo lá fora.

E de repente o vendaval é mais um vento inflando suas velas e você se lembra que o mundo é grande, cheio de possibilidades e nada te prende a um lugar se você não quiser ficar preso.

Como disse o Calvin pro Haroldo, no livro é um mundo mágico, meu velho companheiro.

Vamos explorá-lo!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Tunisia Export

Fort d’une expérience de plus de 40 ans dans la promotion des exportations tunisiennes, le Centre de Promotion des Exportations «CEPEX» a développé un réel savoirfaire dans l’accompagnement des entreprises exportatrices. Grâce à une riche panoplie de services et un réseau professionnel international, le CEPEX ambitionne de positionner et valoriser la marque Tunisia Export » sur les marchés internationaux. Le CEPEX vise à :

Développer le positionnement des produits et services tunisiens à l’international.

Impulser la diversification des produits et des marchés à l’export.

OEuvrer pour l’exportation des produits et services tunisiens à forte valeur ajoutée.

Renforcer le réseau des échanges commerciaux et optimiser l’exploitation des accords de libre échange conclus entre la Tunisie et plus de 130 pays
 
Les missions du CEPEX s’articulent autour de quatre principaux axes.
1
Informer, conseiller et orienter les exportateurs tunisiens vers les opportunités d’échanges à l’international et de partenariat commercial en mettant à leur disposition un système d’information et de veille concurrentielle.
2
Appuyer les acteurs économiques dans leur processus d’exportation en les soutenant administrativement et financièrement.
3
Accompagner les exportateurs sur les marchés extérieurs en organisant des actions promotionnelles, des rencontres de partenariat et des missions de prospection.
4
Promouvoir le catalogue export des produits et services tunisiens auprès de la cible étrangère.

A CARTA CREDENCIAL E DADA AO EMBAIXADOR DA TUNISIA NO BRASIL

A presidenta Dilma Rousseff recebeu, no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (31), as cartas credenciais de 19 embaixadores que vão servir aos seus países no Brasil. incluindo o embaixador da tunisia .Mr. Sabri Bashtobji( PARABENS MR.Sabri Bashtobji  a Sra Nada Meslameni Ben Naceur e boa sorte ..
Quinta-feira, 31 de outubro de 2013 .Entrega de credenciais marca o início oficial do trabalho de embaixadores estrangeiros no Brasil/ PARABENS AO NOSSO EMBAIXADOR Aspis bachtobji QUE ALLAH ESTEJA COM ELE NESSA NOVA FASE NO BRASIL E QUE ILUMINE TODOS DA EQUIPE DA EMBAIXADA PARA UM BOM TRABALHO

A presidenta Dilma Rousseff recebeu, no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (31), as cartas credenciais de 19 embaixadores que vão servir aos seus países no Brasil. Em sua conta no Twitter, a presidenta listou os participantes da cerimônia: Botsuana, Guiné Equatorial, Líbano, Honduras, Sri Lanka, Índia, Marrocos, Tunísia, França, Reino Unido, Iraque, Nicarágua, Polônia, Suíça, Vietnã, Kuwait, República Tcheca, Estados Unidos e Coreia do Norte.

“Essa diversidade reflete a amplitude da política externa brasileira. Somos uma das doze nações com relações com todos os países da ONU, mais a Palestina e a Santa Sé”, postou a presidenta.

Para o secretário Reynaldo Colares, do cerimonial do Ministério das Relações Exteriores, esse é um momento muito importante, em que o diplomata estrangeiro tem contato direto com o chefe de Estado brasileiro e começa a exercer plenamente as suas funções no país.

“A presidenta recebeu individualmente cada embaixador, que pôde conversar com ela por alguns minutos, apresentar seus cumprimentos, alguma mensagem do seu chefe de Estado, entregar as cartas credenciais, e apresentar a sua equipe, que o acompanhou, da embaixada, e discorrer brevemente sobre alguns aspectos das relações bilaterais”, explicou o diplomata.

Para o embaixador Alexander Wykeham Ellis este é “o dia um, o dia zero talvez”, do seu trabalho. Em conversa com o Blog do Planalto, o representante do Reino Unido no Brasil revelou que recebeu dicas de literatura da presidenta Dilma; lembrou daquele que, segundo ele, foi o primeiro bolsista brasileiro em seu país – Vinicius de Moraes -, e falou da relação bilateral entre os dois países.

“Nós do Reino Unido somos parceiros do Brasil na transformação social, econômica e humana do Brasil, um país de rápida transformação. Fazemos isso de várias maneiras: em universidades, com muitos estudantes do Ciência sem Fronteiras que vão para o Reino Unido [...]. O primeiro bolsista do Brasil que foi ao Reino Unido, em 1938, vocês sabem quem foi? Vinicius de Moraes, que estudou em Oxford, uma boa escolha”, afirmou Alexander.

Representante do Líbano no Brasil, o embaixador Joseph Sayah também classificou o momento como importante, em que a presidenta Dilma recebeu os embaixadores com carinho para que iniciem seus trabalhos no Brasil.