Às margens do rio Oiapoque, rio riquíssimo em peixes, um dos principais acontecimentos na cidade giram em torno da ponte que está sendo construída para ligar o Brasil à Guiana Francesa. Essa e nossa segunda expedição . A Guiana é um estado francês, com todos os benefícios e malefícios que isso pode acarretar. para se entrar na guiana se necessita pedir visto na embaixada da frança , ou consulados ,os garimpeiros, brasileiros que vão tentar ganhar a vida nos garimpos franceses e mulheres aqui da região norte e nordeste que vão tentar entrar no país para trabalhar e se legalizar casando com algum cidadão. Estes devem ser os mais comuns, mas não os únicos, afinal todos tem direito de lutar por uma vida melhor. Em Oiapoque mesmo vemos que esta preocupação do Governo Francês procede, pois quase todos possuem irmãos, tios, primos, morando na Guiana Francesa. Quando perguntamos o porquê, todos dizem que ali, do outro lado do rio, eles possuem condições melhores de vida e trabalho do que no Brasil. Aqui tem muitos marroquinos e tunisianos , gente da libia , argelia e e claro muito libaneses ...Além disso, todos sabemos que quando legalizados todos podem receber inclusive o auxílio do governo como um bom seguro desemprego. Engraçado que os brasileiros no sul dificilmente pensam na Guiana Francesa como um escape para a Europa, mas aqui nas vizinhanças isso fica mais óbvio. Todas as pessoas que conversamos nos disseram ser impossível cruzarmos as motos para a Guiana Francesa. Brasileiros que vivem na fronteira, outros que vivem em Cayenne ou em St Georges sempre vêem este trânsito com maior dificuldade. O custo é de 200 euros ou 500 reais...nada e que o dinheiro e um bom coiote tunisiano não resolva ( hassan apo ) e um velho irmão tunisiano , pra falar bem a verdade e melhor guia que ja conheci no sahara de Douz e que depois da revolução veio para aqui na guiana francesa ,imagina so a cara dele depois de ver as latas de harissa e temperos da tunisia que levei pra ele ...nossa me abençoou o resto do dia .Depois de uma correria desenfreada desde as 7h30 da manhã (mais detalhada no post do Rodrigo), nós finalmente atravessamos, para a Guiana Francesa. O Rodrigo e o guia acompanhante do brasil ele e de origem portuguesa , estava tenso, pra variar, ele não consegue relaxar, adora ficar procurando preocupações para ocupar sua mente. Será que o carro vai entrar? Será que o visto vai ser dado mesmo? e eu sempre falando confiança em allah...Eu estava tranquila, fiquei emocionada durante a travessia ao ver hassar cantando musicas tunisianas como nos velhos tempos de expedições a tunisia . Tão feliz que não estava nem aí para chuva, tempo, horário, afinal estamos cruzando a fronteira! e allah e mais ..A aduana basicamente não queria nem saber da nossa existência, perguntou se tínhamos seguro internacional e sem ver documentos, acreditou em nossa palavra. hmd ( graças a allah tudo certo ) e todas muambas passarão bem ..por precaução eu tinha o email do Cônsul Francês de Macapá autorizando a liberação do visto .. amigo de longa data..St Georges está na fronteira, mas já podemos notar claramente que não estamos mais no Brasil. A arquitetura colonial francesa, a organização e limpeza nas ruas nos faz lembrar que chegamos em território europeu, em plena América do Sul. Um passeio na pequena e tranquila vila é o bastante para ver que saímos do Brasil, pois está tudo escrito em francês, as ruas e calçadas são bem arrumadinhas, a arquitetura é distinta, com um certo ar europeu. Mas a gente ouve muito português pelas ruas, principalmente do lado do porto.
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