segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

em quanto isso na tunisia

Um pequeno exemplo de corrupção

TÚNIS (TUNÍSIA) – Já havia acontecido antes em viagens pela África, mas nunca de maneira tão explícita quanto 20 dias atrás, no aeroporto de Túnis, capital da Tunísia.
Refiro-me ao achaque, à corrupção. A Tunísia é, na fachada, um dos países mais modernos e desenvolvidos da África, onde as coisas aparentemente funcionam em ordem quase militar. O que não impediu que uma autoridade local se aproveitasse de um incauto viajante estrangeiro –euzinho.
Acompanhado de minha mulher, entrávamos na área de embarque do aeroporto para pegar o avião que nos levaria, via Itália, de volta ao Brasil. Coloquei minha mochila de mão e minha carteira numa bandeja para passar pelo raio-x quando, do outro lado da máquina, um policial apontou para minha carteira. Dentro, havia uma nota de 10 dinares tunisianos, algo como 5 euros (uns R$ 15).
“Essa tem que ficar”, disse ele, apontando para a nota.
Pedi para ele repetir, tentando entender direito, já que meu francês é bem limitado. Ele repetiu e confirmou. A nota teria que ficar.
Em alguns países africanos, é proibido levar dinheiro local para o exterior, mas isso se refere geralmente a grandes quantidades, não a dinheiro miúdo. Aquela notinha serviria no máximo para tomar um último café.
“Nessa parte do aeroporto, não se aceitam dinares. Só euros ou dólares”, afirmou, apontando para o setor de embarque.
Ingênuo e um tanto nervoso, tirei a nota e entreguei ao policial. Aeroportos são postos de fronteira, e postos de fronteira me tiram do sério. São locais em que o viajante está vulnerável, totalmente à mercê da autoridade, dependente de um sorriso simpático para prosseguir viagem. Talvez por isso, cometi a estupidez sem fazer mais perguntas. Afinal, era evidente ali que a história contada pelo policial não fazia sentido nenhum. Como eu perceberia logo em seguida, aliás.
Eu tinha também algumas moedas na carteira, e perguntei se podia levá-las. “Obrigado”, disse ele, rindo, com minha nota na mão. “Mas essa nota vai para o monsieur ali”, afirmou, apontando para um dos seus superiores, enquanto outros colegas davam risada. “Essas moedas você usa para tomar um café”, afirmou, colocando-as na minha mão, aparentando generosidade.
Foi quando percebi o golpe. Não havia regra nenhuma proibindo o turista de entrar na sala de embarque com dinheiro do país. E não havia impossibilidade nenhuma de usar dinares. Caminhando alguns passos, havia um café. Indignada com o achaque, minha mulher fez questão de perguntar se ali aceitava moeda local. “Claro”, respondeu o caixa.
Fizemos menção de voltar e tirar satisfação com o guardinha corrupto, mas nessas horas uma avaliação pragmática sempre acaba prevalecendo. São apenas 10 dinares. O avião já vai partir. Pior: o policial pode se enfurecer e nos deter ali, arruinando a viagem. Não vale a pena.
Embarcamos desmoralizados. É impressionante o poder que um pequeno gesto desse tem de estragar seu dia, assim como é impressionante a presença do achaque, da pequena corrupção no cotidiano dos africanos. Em Angola, policiais e pequenas autoridades pedem “gasosa” para resolver qualquer parada. Em vários países, governos corruptos dão a senha para que essa praga se espalhe por toda a sociedade.
A raiva do policial corrupto foi a última imagem que levamos do belo país que é a Tunísia. Esse talvez tenha sido o maior prejuízo de todos.

CUISINE TUNISIAN



O ALIMENTO

Cuisine Tunisian Como todos os países na bacia Mediterranean, Tunísia oferece do “um cuisine sol”, baseado principalmente no óleo verde-oliva, spices, tomates, seafood (uma escala larga dos peixes) e carne de elevar (cordeiro).

PEQUENO ALMOÇO

O dia médio do visitante extrangeiro começa com o pequeno almoço, que não será servido normalmente na cama. Os visitantes tendem agora a ir para baixo ao hotel restautant onde um grande e particularmente um bufete copious são ajustados acima para a parte da manhã. Os clientes encontrarão o chá ou o café, as cestas cheias dos croissants, o chocolate do au das dores, e o bolo junto com os carafes cheios da limão fresca home-made e do huice alaranjado. As fatias finas do presunto, do galantine e do queijo holandês são arranjadas em bandejas, e há também cestas grandes da fruta (laranjas, bananas, e, quando se realizam na estação, datas). Finalmente, há uns aggs Tunisian-feitos deliciosos dos yoghurts de fruta, fervido e os scrambled. Afters este começo bom ao dia, visitantes estará pronto para ir à praia ou para começar valiantly sua visita. Logo antes do lunch, é comum comer um aperitivo - alcholic ou non-alcoholic (anisette, cerveja, suco de fruta fresca) - com o “kemia” (uma variedade do pistachio, dos amendoins, dos feijões largos, das azeitonas e dos vários vegetais ou frescos ou pickeled).


LUNCH

Visitar ocupado dos turistas pode preferir simplesmente agarrar uma mordida para comer no lunch-time. Em Tunísia há innumerable poucas tendas, cabines, e caravanas open-air do alimento que vendem o alimento rápido tipicamente Tunisian: os sanduíches Tunisian copious e deliciosos encheram-se com o atum, o ovo hard-boiled, os perppers, os tomates cortados e as cebolas, vestidos com óleo verde-oliva e toque do sauce spicy quente do harissa. Se você não quiser estar comendo no sol, você pode sempre por uma bebida em um café próximo e para perguntar se você cac comer seu sandwish lá…
Se você tiver pouco mais estadia para poupar, é possível encontrar restaurantes bons servir ao alimento Tunisian. Um menu típico incluirá o hors-d'oeuvre folowing: os briks (um tipo do pancake fino enchido com o spinach ou batata mashed e ovo macio-fervido), o mechouia do slata (atum e ovos hardboiled com pimentas e tomates cortados, cebola, e garlic grelhado), salads os salads do polvo do console de Kerkennah, do camarão grande deliciosos de Tabarka e de Gabes, e sopa da ervilha de pintainho (lablabi), sopa de noodle (halim), sopa vegetal fresca e Sfax pescam a sopa (sfaxiya do marqa).


PRATOS DE PEIXES

Os agradecimentos a seu coastline longo e os portos pescando numerosos, Tunísia podem servir a uma fonte a mais abundante, a mais variada e excepcionalmente fresca dos peixes em seus restaurantes. Antes de requisitar, os proprietários do restaurante mostrar-lhe-ão geralmente uma placa grande dos peixes including o mullet, a sola, a cavala, a garoupa, a vara de mar, o atum do bacalhau, o polvo, etc. vermelhos. Muitos amantes dos peixes serão felizes ter seus peixes grelhados simplesmente e servedfilleted ou cortaram com suco da limão e pouco óleo verde-oliva. Os peixes podem também ser cozidos, fritado no óleo verde-oliva, encheram, seasoned com cominhos (khamoun), entretanto. O calamar, os peixes do cyttle, e o polvo são servidos frequentemente no batter crispy quente com fatias da limão.
O a maioria procur-após o speciality é complet de poisson: o peixe que você escolhe é preparado, fritado, grelhado ou sauted (qualquer maneira você escolhe), acompanhado por microplaquetas e tastira normal ou spic, dependendo do tipo das pimentas usadas no prato. As pimentas são grelhadas com um tomate pequeno, muitos da cebola e pouco garlic, que chopped e é servido finamente com um ovo poached.


PRATOS TRADICIONAIS

Como no descanso de África norte, coucous é servido em todas as ocasiões. É comida tradicional com cordeiro, o semolina deve ser muito fino, e os vegetais (cenouras, repolhos brancos pequenos, nabos, ervilhas de pintainho) somente cozinhados levemente. Dependendo da estação, o chage dos vegetais: pode também haver cardoons, feijões largos frios, ou abóbora. Cuisine Tunisian O Couscous pode também ser feito com galinha ou peixes ou osben, um tipo do sausage redondo feito com tripe e vários herbs. Os spieces diferentes são encontrados dependendo da região, como a canela (kerfa) ou os buds cor-de-rosa secados e esmagados (divisão do EL do chouch). O semolina Sweetened com raisins e datas secados faz um dessert especial (mesfouf) servido com um vidro do leite frio.
Tajines não é nada como tajines Moroccan. Em Tunísia, são ovo baseado pratos com a carne chopped preparada como um bolo grande. Cozinhado no forno, podem seasoned com parsley, queijo ou pimentas grelhadas (o mais comum).
Os visitantes também tentam o ombro do cordeiro com batata (aallouch do bil do koucha), e as esferas da carne (kaftagi) com tomate e os perpers fritados, que são muito spicy ou servidos com mint (bnadaq). Os pratos muitos ovo-são baseados: chak-choukha, um tipo do provenale do ratatouille feito com pimentas, tomates, e ovo; ojja, um tipo do prato do ovo scrambled com um tomate pequeno e garlic com chopped acima do suasage ou dos cérebros do merguez.
Finalmente, alguns dos pratos Tunisian os mais típicos serão encontrados somente se os visitantes forem afortunados bastante ter alguns amigos Tunisian que os farão. Estes incluem o melthouth, que é cevada grelhada servida com carne ou peixes, o mloukhia, stew da vitela com corete pulverizado que faz uma obscuridade incomun deliciosa - sauce verde.


DESSERTS

Há uns tipos innumerable dos desserts que variam dos bolos do mel enchidos com datas do makhroud (um speciality de Kairouan) aos figs frescos, os bolos da farinha da ervilha de pintainho, as camadas do tijolo com amêndoas e o mel (baklawa) que são encontrados mais ou menos cada onde, bouza (hazelnut ou sorghumcream e sementes de sesame grelhadas) servido durante as refeições de Ramadan, e assida, um creme grosso da farinha e umas sementes de pinho grelhadas, e, dependendo dos meios em sementes da mão, do pistachio, do hazelnut e do pinho. Estes doces estão comidos raramente na extremidade da refeição, mas em um pouco mais atrasado sobre no dia com chá mint, ou quando os povos visitarem ou se encontrarem com.

BEBIDAS

À excecpção do vinho de palma (lagmi), os vinhos de Tunísia vêm dos vinhedos da região do norte de Haut Mornag (vermelho, brancos, se levantou), de Koudiat (vermelho, branco, se levantou), de Saint Cyprien (vermelho), de Thibar (vermelho, brancos), de Tardi (vermelho) e dos muscats de Carthage, de Hassen Bey e de Kelibia. As molas numerosas produzem a água mineral da qualidade superior, por exemplo Safia, Ain Garci, Selma, Jetkiss, Zulel. Durante os muitos do verão de sucos de fruta frescos são bebidos, suco da notàvelmente alaranjado e limão. Se não podia esquecer-se de mencionar o chá mint tradicional, servido às vezes com sementes do pinho.

sábado, 2 de janeiro de 2010

ZECA CAMARGO NA TUNISIA....HUMMMMMMMMMMMMMMMM

Lendo Bolaño em Túnis

Eu falei que estava em uma “esquina alternativa”… Sobretudo porque confunde nossas referências: as ruínas que faziam o cenário da foto no post anterior eram de inspiração romana - que sempre podem ser confundidas com ruínas gregas. Eu ainda dizia que estava no Mediterrâneo - outra “pista” fácil de confundir, porque a gente nunca se lembra que esse mar não banha apenas a Europa… mas também a África. E o resto das referências que coloquei no último post - junto com a pergunta “onde eu estou?”- se encaixam perfeitamente, como é possível ver agora, numa descrição da Tunísia!
Por uma falha na aprovação dos comentários, três pessoas que acertaram o lugar acabaram aparecendo aqui antes da hora - mas como o palpite geral apontava a Grécia (e também a Turquia), tudo bem… Bravo para elas - em especial para Fernanda Rabelo, que acertou até o nome daquela comida que eu sugeri que lembra o nosso pastel, o “brik” (mas errou a cidade), e para a Thay (Kelly?), que foi na mosca: eu estava nas ruínas do antigo teatro de Dougga, um dos mais belos patrimônios históricos da humanidade, “assinado”, claro, pela Unesco.
Por que Tunísia? Boa pergunta. “Por que não?” seria a “resposta” mais fácil. Mas se você é um leitor assíduo deste blog, já pode imaginar que a escolha do destino tem a ver com uma certa “queda” que eu tenho por lugares que são (ou já foram) capazes de concentrar várias culturas. Por tudo que eu descrevi acima (e no post anterior), acho que fica claro que muitas culturas se cruzaram (e ainda se cruzam) por lá. Disse anteriormente que não falava a língua nativa - o árabe - mas que me virei bem em inglês e especialmente em francês. Isso era uma pista relativamente fácil, se alguém se lembrasse de que a Tunísia foi colônia da França entre os séculos 19 e 20. Calma… isso não vai virar uma aula de história. Só estou falando da língua porque quero citar uma conversa que tive com um motorista de táxi local, mais precisamente do trecho em que ousei perguntar qual é o árabe que eles falavam por lá…
Eu me referia mais a um sotaque ou mesmo alguma diferença sutil entre o árabe falado lá e o que se ouve, por exemplo, na Arábia Saudita ou mesmo no Egito. “O árabe é o árabe, monsieur”, me retrucou o taxista, mal disfarçando uma certa indignação (e com razão, como concluí depois). O que ele queria dizer é que, além de uma identidade muçulmana - religião que predomina no país -, a língua significava uma conexão com um universo maior do que poderia as fronteiras políticas que marcavam o lugar que ele nasceu (e onde passou praticamente toda sua vida - só viajou por alguns dias para visitar a irmã, que tinha casado na vizinha Líbia, mas detestou…). Ao mesmo tempo, como ficou claro ao longo da conversa, ele não deixava de destacar sua identidade tunisiana, soltando algumas alfinetadas para os argelinos e praticamente ignorando a Líbia (o Egito, quando aparecia na conversa, tinha nuances de uma terra muito mais distante do sugere o mapa-múndi).
O que é essa “identidade tunisiana”? Digamos que ela começa nas portas - tão típicas - pintadas de cores fortes, com desenhos delineados por tachas enormes que conduzem seu olhar àquele arco tão inesperado - um traço se espalha por todas as ruas estreitas da medina (cidade antiga) de Túnis. E termina, quem sabe, no belo instrumento de percussão chamado “derbouka” (ou “darabuka”). Os “souqs” - os mercados antigos - estão cheios de souvenires como esses: vidrinhos de perfumes, oliveiras de prata, narguilés, caixinhas de temperos - tudo que pode fazer você lembrar, quando olhar para esse ou aquele objeto lá comprado (hoje pegando poeira na sua estante), de um lugar chamado Tunísia.
Como é possível conciliar aspectos culturais tão abrangentes e peculiares a mesmo tempo? Ah… esse é o segredo dos lugares mais interessantes do planeta. E, nesse sentido, minha viagem não me decepcionou. Passei menos de uma semana no país - e já faço planos para voltar, pois ainda ficou faltando todo o deserto para explorar. E, quem sabe, nesse retorno, consigo me misturar um pouco mais nesse “caldo” tão interessante.
Caldo este em que não só me banhei com prazer - seja passeando pelas ruas quase desertas de Dougga, com suas plantas baixas dilapidadas sugerindo cenas cotidianas de vidas muito antigas, ou admirando a praia de Cartago, com aquelas centenas de pessoas vestidas com uma quantidade de roupas impensável em qualquer faixa do nosso litoral brasileiro - mas que também fiz questão de contribuir, ainda que perifericamente, para que ele se tornasse um pouco mais diverso.
Refiro-me ao livro que me acompanhou nessa viagem, “A pista de gelo”, de Roberto Bolaño (que não deve, em hipótese alguma, ser confundido com o ator mexicano mais conhecido como Chaves, cujo sobrenome é Bolaños). Bolaño (sem o “s” no final) é, como alguém que acompanha as idiossincrasias da imprensa literária talvez se recorde, o autor latino-americano “da hora”. Nascido no Chile, mas baseado boa parte da sua vida na Espanha, o escritor morreu em 2003, e, nos últimos anos vive uma espécie de redescobrimento - sem dúvida impulsionado pelo lobby editorial americano.
Recém-lançada nos Estados Unidos, sua obra maior, “Os detetives selvagens” (editado, no Brasil pela Companhia das Letras), conquistou uma rara unanimidade entre os críticos de lá. O livro foi aclamado como um “clássico contemporâneo” - e, de repente, Bolaño, é o queridinho das conversas eruditas. Bom para Bolaño, claro, bom para a reputação de seu trabalho, mas bom sobretudo para quem simplesmente quer ler um bom autor.
Não levei “Os detetives selvagens” para a viagem, acredite, por uma questão de peso. Com mais de 600 páginas, ele acabou “perdendo” para “A pista de gelo”, do mesmo autor (também editado pela Companhia das Letras), com suas modestas 200 - bem mais acomodável na bagagem de mão. Mas, encantado com a “amostra”, já coloquei “Detetives” nas minhas prioridades.
“A pista de gelo” pode ser considerado um trabalho menor (foi seu primeiro livro publicado), mas não menos interessante.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Tunisia ambitions to double golf courses by 2020

''como sou apaixonada por golf não podia deixar de falar nele e claro...espero em breve provar os campos tunisianos..e fazer otimas jogadas por la...  TUNISIAONLINENEWS- Tunisia “a promising niche for an affluent segment of visitors who are also likely to spend more” has recently adopted a strategy aiming at doubling the number of golf courses by 2020.

The Tunisian strategy will diversify the landscape and environment of rangeland “coasts” as those of Sousse and Hammamet, the golf course of Djerba and the “Golf Club Tozeur” which was created in 2007.
tabarka
The planned achievements for the next decade include the creation of some routes located in the northern shore of the Tunis lake, Raoued (Tunis), Hergla (Sousse), Zarzis and Djerba, which soon will house new integrated courses.
It is worth noting that with 10 golf courses draining 65 thousand tourists per year,Tunisia was ranked in 2008 as the world’s 4th golf destination by the leading French golf tour operators’ magazine “Greens du Monde”,

Tunisians celebrate the New Hijri Year in style

por

TUNISIAONLINENEWS- Throughout the Arab world and Muslim communities, the New Hijri Year’s Day is celebrated with much enthusiasm and passion. It is one of the Islamic feast events in the annual calendar of most of the Arab countries. In Tunisia, people eagerly wait for this day and celebrate it with great fervor.
The excitement among Tunisians during the New Hijri Year celebrations is palpable. It is one of the finest celebrations to gather families and bring them together around yummy meals such as “Mloukhia”: a mixture of beef or lamb stew with bay leaves which produces thick green gravy that has a mucilaginous texture.
mloukhia
Cooking “Mloukhia” during the first day of the year comes from a superstition that Tunisians have embraced along centuries. With “Mloukhia”, Tunisians start the year with the green color which is the color of fertility and prosperity.
“Couscous” is another famous dish cooked during the last day of the previous year. It is not the ordinary couscous as it should be cooked with dried meat (kadid), broad beans and chickpeas.
Tunisian cuisine bear influences of many civilizations who have ruled Tunisia like the Phoenician, Arab, Turkish, Roman, French as well as the native Berber. For that reason each part of the country has its own way to celebrate the New Hijri Year.

Tunísia, o deserto para lá do óbvio


por

Ruben Obadia
2 de Dezembro de 2009



O deserto sempre exerceu um fascínio absoluto sobre o Ocidente . Para este sentimento em muito terá contribuído o filme Lawrence de Arábia, onde o conhecido Peter O’Toole surgia envergando uma impecável túnica branca enquanto a trama se ia desenrolando nas areias do deserto.

Mas o que tem o deserto a ver com a Tunísia? Na realidade a grande maioria dos portugueses associa a Tunísia a um país de sol e mar. Para esta percepção em muito terá contribuído o sucesso de destinos como Djerba, Hammamet, Port El Kantaoui ou Monastir. Afinal, são praticamente 1300 kms de costa. No entanto, para o interior, a Sul, situa-se uma Tunísia menos explorada turisticamente, mais misteriosa e introspectiva. É aí que encontramos as portas do majestoso Sahara, que nos cruzamos com os berberes e com toda a cultura do povo do deserto. Mas vamos a factos. Poucos serão aqueles que se deslocarão à Tunísia apenas para um programa de deserto. No entanto, a aposta vai para um programa combinado de uma ou duas noites no deserto, como extensão à praia. Por exemplo, de Djerba até Douz, a povoação que marca a entrada no deserto, com uma passagem pela turística cidade de Matmata, onde vivem os conhecidos trogloditas, dista 230 kms.

O programa a que nos propusemos foi, no entanto, mais ambicioso. Partindo da cosmopolita Tunis fizemo-nos à estrada pelo interior para cumprir os mais de 400 kms que distam de Douz.

A primeira paragem dá-se uma hora e meia depois na histórica cidade de Kairouan, também conhecida como a “cidade das 50 mesquitas”. Fundada no século VII, Kairouan tornou-se num importante centro islâmico e de ensino corânico. Considerada o centro espiritual da Tunísia, a cidade chegou a dominar nos seus tempos áureos todo o Islão Ocidental e é ali que se situa a quarta maior mesquita do mundo: a Grande Mesquita Okba. Aliás, a sua imponência marca definitivamente toda a paisagem de Kairouan, sendo classificada como Património da Humanidade. Vista do exterior mais se assemelha a uma fortaleza que a um edifício religioso, mas é ao entrar no seu interior que nos deparamos com uma floresta de magníficas colunas, sendo o seu minarete construído em parte com pedra de Cartago. Outro dos pontos de visita obrigatória é o Mausoléu do Barbeiro. Leu bem! Reza a lenda que foi ali que terá sido sepultado Abu Zama el Belaoui, companheiro de Maomé, tendo transportado até à morte três pêlos da barba do Profeta.

Monumentos à parte, entrando na medina pela Porta dos Mártires somos transportados para um tempo que já não existe, onde velhos se animam à conversa sentados na sombra de um qualquer edifício e artesãos trabalham sem desviar o olhar das suas peças. Aliás, falar em Kairouan é também sinónimo de tapetes e é aqui que se encontram os melhores do País, os conhecidos Alloucha. E aqui começa a arte de negociar, dependendo pelo número de nós por metro quadrado de tapete.

As surpresas nos oásis

De volta à estrada, após um retemperador chá de hortelã, rumamos ao Hotel Tamerza Palace, onde nos aguarda o almoço. Perto de Tozeur, encravado na montanha árida, voltado para um oásis e uma pequena povoação em ruínas, surge, do nada, este magnífico hotel boutique & spa. A sua arquitectura simples funde-se na perfeição com a aridez da paisagem. E uma refeição no pátio do Tamerza Palace enquanto se contempla a paisagem é certamente um “must do” da Tunísia.

Bem perto, e a poucos quilómetros da fronteira com a Argélia, situa-se Chebika, um oásis no mínimo dramático.

A sua exposição ao sol é tal que é conhecida como Qasr el-Shams, o que traduzido significa “Castelo do Sol”. A actual vila de Chebika é contemporânea e situa-se próximo da povoação original agora em ruínas, destruída por uma violenta inundação em 1969. A maioria dos turistas chegam até aqui em jeeps artilhados e vão sendo largados num improvisado e rústico centro comercial, onde é possível comprar os souvenirs habituais como as rosas do deserto, os escorpiões em garrafas ou as rochas coloridas.

Segue-se depois um ziguezaguear pela escarpa de uma garganta gravada na montanha pela força das águas e eis-nos chegados ao Paraíso. Aguarda-nos uma cascata de águas frescas e cristalinas, onde o silêncio só é quebrado pelo coaxar das rãs.

O oásis em si nem se destaca pela sua imensidão, mas é a árida e inusitada paisagem, em contraste com o que aguarda o visitante mais abaixo que torna este local especial.

Finalmente, 12 horas de caminho depois eis-nos chegados àquele que seria o nosso hotel por uma noite, o El Mouradi Tozeur. A cidade de Tozeur, com cerca de 40 mil habitantes, tem vindo a ser cada vez mais procurada por turistas que aí compram casa para passar temporadas do ano. A temperatura é atenuada pelas centenas de milhares de palmeiras num imenso oásis. Tendo já sido um entreposto comercial do Império de Roma, Tozeur é conhecido desde tempos imemoriais pela sua importância no trajecto efectuado pelas caravanas. Elemento distintivo da cidade são os seus edifícios em tijolo amarelado que acaba por marcar a sua arquitectura. Uma coisa é certa, em Tozeur o turista não se vai certamente aborrecer.

Desde as habituais compras aos passeios em camelo, passando pelos museus, as possibilidades são inúmeras.

Aqui o destaque vai para o fantástico museu Dar Chraiet, um misto de parque de diversões que conta a história de Ali Baba e os 40 ladrões, do Aladino nas “Mil e uma noites”, para além de um completo museu etnográfico e histórico da Tunísia. Aqui miúdos e graúdos vão certamente passar umas belas horas de entretenimento e cultura.

Ao segundo dia aguarda-nos uma visita a Ong El Jamel, literalmente “Pescoço de Camelo”, tendo servido de cenário para uma inesquecível cena do filme Guerra das Estrelas. Segue-se o extraordinário Chott El-Jerid, um imenso lago salgado formado ao longo dos tempos pela condensação da água do mar. São quilómetros e quilómetros por uma estrada onde tanto à direita como à esquerda somos surpreendidos por inesperadas miragens e uma paisagem, que de tão desoladora se torna bela, e convida à introspecção.

Muitas miragens depois e um sem número de dromedários que se vão cruzando pela janela do nosso jeep chegámos ao nosso último destino: a cidade de Douz, também conhecida como as portas do Sahara. Como é fácil de imaginar, a cidade teve em tempos uma importância fundamental no percurso efectuado pelas caravanas de camelos. Hoje são os turistas grande parte da sua razão de ser. Isso e as deliciosas “diglat noor”, as mais afamadas (e com toda a justiça!) tâmaras da região.

Para quem quer realmente se aventurar no desert, ou então simplesmente sentir-lhe o cheiro, este é o local de partida. Passeios em dromedários ou charretes (para os mais idosos), asa delta motorizada ou jeeps são algumas da opções. A sugestão é chegar perto das 17h ao Centro Pegase e deixar-se guiar em caravana por um dos afamados guias da região. Depois é preparar-se para um dos mais fantásticos e simples fenómenos que a Natureza tem para oferecer: o pôr-do-sol visto do deserto.

Pensando melhor, o deserto da Tunísia vale por si uma visita dedicada. E se a vontade de voltar for muita, anote no calendário os últimos dias de Dezembro, altura em que decorre o Festival Internacional do Sahara, uma celebração de quatro dias que reúne e presta tributo à tradicional cultura do deserto. n

Um ponto no mapa – Tunisia, o mundo árabe mais liberal

por

Maria de Fatima Dannemann

Ninguém corre o risco de ser preso em flagrante por tomar cerveja ou vinho na Tunísia. Considerado um dos mais liberais dos países do mundo árabe, essa república da costa mediterrânea do Norte da África, encravada entre a Líbia e a Argélia, vive um momento de relativa abertura e, boa noticia para quem gosta de viajar: turistas são bem vindos por lá. No cardápio dos resorts, hotéis e bons restaurantes que se espalham pelo país, há cerveja e vinho. Podem não ser iguais aos alemães ou brasileiros, mas dá para brindar a oportunidade única de ver um país que tem 10 mil anos de história com influencias fenícias, romanas, gregas, berberes e – obviamente – árabes.

Surpresas se sucedem desde a bela capital Tunis, uma cidade moderna e cosmopolita com shoppings, inclusive, litoral – imperdível Sid Bou Said, próximo a Tunis com seu visual que lembra a Grécia e casas de US$ 1 milhão, Hammamet, onde a pessoa pode fazer spa em uma de suas termas – na belíssima ilha de Djerba, que os tunisinos juram ser onde Ulisses enfrentou as sereias, e no deserto do Saara. Sim, uma boa parcela da Tunísia é desértica ou formada por lagos salgados como o Chott El Jherid.

Arte, cultura, história não faltam. No Museu do Bardo, em Tunis, uma bela coleção de mosaicos greco romanos. As ruínas não só da Cartago dos fenícios, como a Cartago estabelecida pelos romanos depois das guerras púnicas. Em Monastir, vale visitar o Ribbat e o memorial de Habib Bourguiba, o homem que tornou a Tunísia independente da França e transformou numa nação moderna e relativamente democrática.

A música e a comida do país são um must. Os ritmos se misturam. Influencia árabe e até mesmo pop music, no litoral, e um som mais tribal e bem percursivo no deserto. A comida tem no couz couz seu carro chefe. Esse prato lembra o cozido dos baianos só que com grão de bico e no lugar do pirão, uma espécie de farofa feita com a sêmola do trigo temperada com açafrão e bem picante. Os doces são sensacionais e no litoral a influencia mediterrânea é notada nas saladas, peixes e omeletes. Tudo, aliás, no capricho.

Embora não seja obrigado as mulheres andarem cobertas, esta tradição é seguida em inúmeros lugares e não é bom andar sozinha. Que ninguém tente fotografar uma futura noiva, coberta dos pés a cabeça e vigiada pela sogra: pode dar rolo sério. No interior, é comum ver gente com trajes típicos (belíssimos, aliás) e morando em tendas nômades ou mesmo cavernas como em Matmata, onde foi filmado Guerra nas Estrelas. O calor chega a mais de 50 graus no verão. E fora das cavernas é impossível agüentar o tranco.